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  • Gabriela Moreira

Sentir é um ato revolucionário

Atualizado: 9 de out. de 2023

Em uma sociedade anestesiada, apática e desconectada sentir é um ato revolucionário! É um portal para uma Nova Cultura.


Você e eu fomos ensinados desde criança a engolir nossos sentimentos, a reprimi-los e fingir que eles não existem. Tivemos que aprender a engolir o choro, sermos fortes, não sermos covarde, não ser marica ou não ser escandalosa. "Se sentir raiva vai pro inferno", se não for uma boa menina ou um bom menino você vai apanhar, não vai ser amado, "se sentir medo vai atrair coisa ruim, é baixa vibração, pense positivo". "Não faz um show, você vai envergonhar sua mãe". "Contrário do medo é amor, não é bom sentir medo". Provavelmente você já ouviu ou até mesmo já falou um ou mais dessas frases.


Nascemos em uma cultura patriarcal, em que o adestramento, anestesiamento e controle é a norma, é o que impera.

Porém, ainda que a maior parte da população viva nessa cultura patriarcal, é evidente que não se vive mais em uma sociedade disciplinar (segundo Foucault) como uns anos atrás. Como o livro Sociedade de cansaço traz, vivemos hoje em uma sociedade doente do desempenho. Você tem a convicta crença de que é livre, mas esse discurso de liberdade é um puro mundo de fantasia.


A cultura moderna adora fazer esse discurso da liberdade, principalmente depois dos Iluministas. De acordo com a época o discurso vai sendo adaptado, mas é sempre o mesmo, em essência. Hoje, o discurso é que estamos condenados a ser livres e ao mesmo tempo escravos dessa liberdade falsificada.

Abrimos mão da vida, passamos pela vida e caminhamos para a morte. Ao mesmo tempo em que estamos vivos demais para entender a morte, também estamos mortos demais para entender o que é estar vivos. Entramos em um estágio “morto-vivo”. Estamos perdendo o sabor das coisas. Do que vale ter o saber, mas não experenciar o sabor? É como ter um copo de água no deserto e não poder bebê-lo.

Na vida insana que a cultura moderna apresenta (e não sei se ouso dizer que é vida) a única forma de sobreviver é nos tornarmos sobras viventes, é nos anestesiar. Nos anestesiar de tudo que sentimos. O fato de não sentir, de nos tornamos cada vez mais dormentes tem um motivo muito óbvio. Controle. No império patriarcal quanto mais estamos desconectados, apáticos e anestesiados mais somos conduzidos como manada. Se torna muito mais fácil de manipular e controlar.

Se eu sinto conscientemente meu medo eu posso escolher. Se eu não sinto meu medo sou controlado.

Se nesse momento você entrar em um metro no meio de São Paulo você verá, na maior parte, corpos vazios, ocos e desconectados. Sentir é muito cruel e dolorido. Somos mais inteligentes do que isso, e claro, desenvolvemos mecanismos para aliviar a pressão de se viver em uma metrópole caótica como a grande São Paulo. Nos anestesiamos, bebemos, comemos até nosso corpo ter que desligar, entupimos nossa mente de informações inúteis, trabalhamos até a energia do nossos corpos acabar, entramos em jogatinas, ficamos presos nos redemoinhos de pensamentos. Criamos uma represa de grossa espessura para conter todas nossas águas internas. Só assim podemos seguir “a vida”. Estudar, trabalhar, ganhar dinheiro, para assim continuar “vivo” por mais um mês.

Se estamos cada vez mais anestesiados só conseguimos sentir quando o sentimento está em uma alta porcentagem, e a partir daí temos dois comportamentos: ou implodimos ou explodimos. Pelo fato de basicamente toda a população do planeta lidar dessa forma com seus sentimentos, tem-se um tabu sobre o sentir que se retroalimenta. Se você sentir a raiva vai explodir e machucar alguém. Se sentir medo vai paralisar e entrar em pânico, se sentir tristeza vai entrar num poço sem fim e ficar em depressão. Se sentir alegria vai ser chamado de louco, histérico e alienado.

Esse mecanismo, esse anestesiamento em massa não é um erro do sistema. O patriarcado não está falido ao fazer isso. Pelo contrário, ele está tendo plenamente sucesso no que se propõe. Não é sobre tentar mudar o patriarcado. É sobre construir algo novo, uma nova cultura.

Nessa nova cultura sentir é ouro. Nela existe um novo mapa para o mesmo território: o território dos sentimentos. Sentir é um recurso interno importante porque revela coisas que o cérebro não é capaz de discernir ou compreender. Sentimentos são os elementos da natureza expressos através de nós, se manifestando nos nossos corpos. São puras forças e energias que trazem informação neutra para agirmos no mundo.

Sentir é um ato revolucionário porque ao baixar sua barra de anestesiamento e voltar a sentir conscientemente você recupera seu poder, sua autoridade, sua energia de mudança e transformação. Voltando a sentir você volta a se importar. Se importando você passa a ser capaz de tomar responsabilidade e responsabilidade é consciência em ação. Assim temos a possibilidade de mudar os rumos dessa sociedade doente.

Te convido a mergulhar comigo nessa descoberta da nova cultura. Nessa nova forma de se viver e sentir. Ela ainda não existe, e cabe, por isso, a nós criarmos. Buckminster Fuller diz que “você não muda as coisas lutando contra a realidade atual. Para mudar algo é preciso construir um modelo novo que tornará o modelo atual obsoleto.” O patriarcado já está obsoleto. E como construir algo novo?

Meu convite à você é mergulhar na Jornada em AltoMar: navegando nos sentimentos que começará a próxima turma em breve. Nesse espaço transformacional experimentamos e construímos um novo mapa dos sentimentos que te dá mais poder, mais consciência e mais potência de transformação e criação.



Para se inscrever na lista de espera clique aqui


Com amor e aventura,

Gabriela


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